sábado, 29 de março de 2014

Reflexão sobre o IV DOMINGO da QUARESMA


    As leituras deste Domingo propõem-nos o tema da “luz”. Definem a experiência cristã como “viver na luz”.

    A primeira leitura, a não se refere directamente ao tema da “luz” (o tema central na liturgia deste domingo). No entanto, conta a escolha de David para rei de Israel e a sua unção: é um óptimo pretexto para reflectirmos sobre a unção que recebemos no dia do nosso Baptismo e que nos constituiu testemunhas da “luz” de Deus no mundo.

    Na segunda leitura, Paulo propõe aos cristãos de Éfeso que recusem viver à margem de Deus (“trevas”) e que escolham a “luz”. Em concreto, Paulo explica que viver na “luz” é praticar as obras de Deus (a bondade, a justiça e a verdade).

    No Evangelho, Jesus apresenta-se como “a luz do mundo”; a sua missão é libertar os homens das trevas do egoísmo, do orgulho e da auto-suficiência. Aderir à proposta de Jesus é enveredar por um caminho de liberdade e de realização que conduz à vida plena. Da acção de Jesus nasce, assim, o Homem Novo – isto é, o Homem elevado às suas máximas potencialidades pela comunicação do Espírito de Jesus.

O Senhor é meu pastor: nada me faltará.
Salmo 22, 1-3a.3b-6

sexta-feira, 28 de março de 2014

Sete Princípios Para Viver a Quaresma

    A Quaresma é um tempo do ano litúrgico que nos prepara para o acontecimento da morte e ressurreição de Jesus. Para que não seja “mais uma”, apresentamos sete princípios para viver a Quaresma de modo especial, tal como é o intuito pastoral.


1- Rezar com o Senhor: 
    
    Como posso viver uma relação se não me relaciono? Santa Teresa de Jesus escreveu que «rezar é falar com Deus», é estar com Ele, escutar o que Ele tem para me dizer e dizer-Lhe, literalmente, o que me vai na alma. Como se reza? Já os discípulos fizeram essa pergunta a Jesus, e Ele ensinou-lhes o Pai Nosso. Também disse que se reza em segredo, a sós com Deus, e para sermos como as crianças: simples e verdadeiros. Reza diariamente é a primeira tarefa para viver a sério esta Quaresma. Se rezarmos como o Senhor e com o Senhor, a oração terá um valor maior, pois como diz Santo Agostinho, «Jesus Cristo, o Filho de Deus, é o mesmo que ora por nós, ora em nós e recebe a nossa oração».

 2- Fazer Jejum: 

    Fazer jejum implica que eu seja vigilante com o meu consumo, o que por sua vez implica renunciar não apenas ao excedente, mas também ao que me faz falta. O jejum ou renúncia pode ser material, como os alimentos ou dinheiro, mas também pode ser de maus pensamentos, maus actos e más palavras. O Papa São Leão Magno (séc. IV) dizia que «no estádio do jejum não nos limitemos a pensar que baste praticar a abstinência dos alimentos; é muito pouco diminuir o vício da carne, se não se nutrir a fortaleza do espírito; afligindo-se um pouco o homem exterior, reforça-se o interior». Só assim os frutos do jejum serão as experiências de partilha. Se prescindimos, podemos dar. Renunciar a gastar dinheiro para depois o armazenar para mim, poupando, não será uma verdadeira renúncia. Se com o meu acto eu poder ajudar quem mais precisa, então estou a fazer a verdadeira renúncia, ligando-a a um gesto de caridade.

 3- Dar esmola: 

    Esmola é uma palavra em desuso. Trata-se de uma palavra que provém do grego, cujo significado é piedade, misericórdia, compaixão. Ora, ter compaixão pelo outro é mais do que um sentimento nobre. Ter compaixão significa que o outro é alguém com valor e dignidade, e do qual sou próximo. Por isso me devo aproximar dele, elevá-lo, ajudá-lo. Dar esmola é sobretudo dar por amor. Não é ser solidário nem fazer “caridadezinha”, ou seja, não é dar porque é correcto ou por que fica bem. Não. Dar esmola é praticar a misericórdia, agir na caridade. Em suma, a Si mesmo dom por nós. Que gratuitamente ofereceu a Sua vida – e Ele podia ter escolhido fazer tantas outras coisas. Ao dar esmola, não nos apeguemos á imagem da moeda ofertada, mas é imagem do rosto de Jesus no outro.

 4- Retirar-me a sós: 

    Procure e aproveite as propostas de retiro na sua diocese, paróquia ou movimento. O retiro é um momento de pausa em que na companhia de Deus olhamos para a nossa vida. «Sou eu quem conduz a minha vida, é a minha vida que me conduz a mim?», perguntava em tom de desafio o padre jesuíta Luís Rocha e Melo, no livro Se tu soubesses o dom de Deus. Ele continuava: «Sou pessoa livre que sabe o que quer e discerne o essencial, ou sou como o tronco de uma árvore levado pela corrente do rio?» O tempo de retiro serve para sintonizarmos a nossa vida com a vontade de Deus. É essencial para a humildade e despormos o espírito para contemplar o Mistério da Cruz e da Ressurreição.

 5- Penitenciar-me a Deus: 

    Diz-nos o Youcat Confissão que a confissão é semelhante à manutenção de um automóvel. Quanto mais se adia ou prescinde, mais o automóvel se deteriora até ao dia em que deixa de trabalhar. Se tratarmos bem o nosso automóvel, porque não haveremos de cuidar da nossa relação com Deus? Ele perdoa se nos aproximarmos do Seu perdão, e é necessário recusar o pensamento de que a sós com Ele tudo se resolve. Nada acontecerá se não dermos aquele passo em direcção à paz de Deus que pelo seu instrumento que é o sacerdote Ele nos concede, se com coração contrito nos aproximarmos d’Ele. Este é o momento certo. 

6- Percorrer a Via-Sacra: 

    Em algumas localidades do nosso país, a Via-Sacra é realizada com todos os adereços de vestuário, objectos, maquilhagem, relembrando os intervenientes do relato da crucificação de Jesus. Tudo isso é bom, mas não fique pelas aparências. Cuide de conhecer o texto. Esteja atento a cada ponto de oração. Mais do que recordar, a Igreja realiza a Via-Sacra lado a lado com Jesus, trazendo-a para o presente e percebendo o seu sentido hoje. Dietrich Bonhoeffer, pastor luterano morto pelos nazis na Segunda Guerra Mundial dizia que «os caminhos de Deus são os caminhos que Ele próprio percorreu e que nós agora temos de percorrer com Ele». Isto é verdade na celebração da Via-Sacra e também no quotidiano de todos os dias.

7- Celebrar o Tríduo Pascal: 

    O Tríduo Pascal é o momento mais importante de todo o ano litúrgico, por isso a participação em todas as suas celebrações é fundamental. Reserve desde já esses dias e faça por respeitar essa reserva. De facto, é para o Tríduo Pascal que tudo converge. A Paixão de Jesus, a Sua morte e ressurreição são os pilares autênticos em que a nossa fé assenta. «Se Cristo não ressuscitou é vã a nossa fé», escreveu São Paulo aos Coríntios. Com Jesus o Filho de Deus, que se dá na Eucaristia, Ceia do Senhor, na Quinta-Feira Santa, aprendemos que o silêncio da morte de Sexta-Feira Santa é o momento indispensável para que a verdadeira luz da fé comece a brilhar aos nossos olhos. Na vigília pascal, madrugada do Domingo de Páscoa, a noite dá lugar ao dia, e a ressurreição de Jesus dá lugar à Vida em abundância. Não celebrar estes acontecimentos é não compreender o significado do cristianismo.


QUARESMA 
40 dias para percorrer com a Renascença

quinta-feira, 27 de março de 2014

Programa da XXIX Jornada Mundial da Juventude – 13 de Abril de 2014



10h00 - Concentração dos Jovens
             Local: Largo da Fonte, Vila de São Sebastião.

11h00 - Bênção de Ramos
            Início da procissão com destino à Igreja da Vila de São Sebastião.

12h00 - Celebração da Eucaristia.
             Local: Igreja Paroquial

13h30 - Almoço Partilhado.
             Local: Casa do Povo

14h30 – Gincana “Bem-aventurados”.
             Local: Pátio da Escola Antiga.

16h30 – Inicio da Apresentação dos trabalhos dos Grupos de Jovens.
             Local: Sociedade Filarmónica

18h00 – “SURPRESA”

19h00 - Entrega de lembranças aos grupos participantes e entidades.
             Entrega de prémios aos vencedores.
            
Organização: Grupo de Jovens “Missão Jovem” -Vila de São Sebastião


"Somos Igreja Jovem!"
Participa com o teu Grupo*

terça-feira, 25 de março de 2014

Oração para o oferecimento das Velas


Senhor
que esta vela que acendo seja luz,
para que Tu me ilumines
nas minhas dificuldades
e nas decisões que devo tomar;

Seja fogo, para que Tu queimes em mim
 todo o egoísmo, orgulho e impureza;

Seja chama, para que Tu aqueças o meu 
coração e me ensines.

Senhor
deixando esta vela acesa,
é a minha vida que coloco nas Tuas mãos;

Faz que sejam para tua glória,
as minhas actividades deste dia.

ÁMEN.

segunda-feira, 24 de março de 2014

A arte de Comunicar

    No dia 18 de Março, teve lugar no Centro Pastoral e Social da nossa Vila a palestra: "A arte de Comunicar", pelo jornalista Vasco Pernes. 

    Foram 60 minutos de boa disposição e muita informação, numa palestra que facilmente se tornou uma conversa.

    Apresentado pelo Padre Alexandre Medeiros, percebemos a boa capacidade de relação que este nosso padre, sempre bem disposto e jovem, tem com os média e com este jornalista em particular. É bom perceber que a nossa religião, as nossas comunidades e festividades saem das "4 paredes da igreja" e vão ao encontro do resto do mundo, através da televisão e da rádio. Transmitindo a mensagem de Cristo de uma forma alegre, bem disposta, este jornalista ajuda-nos a chegar mais longe :)



Post copiado do blog do Grupo de Jovens Arcanjos :D
(grupodejovensarcanjos.blogspot.pt)

"Comunicar é a arte de ser entendido"

domingo, 23 de março de 2014

Missa no Lar D.Pedro V - 15 de Março de 2014


    O nosso Grupo esteve no dia 15 de Março no Lar D.Pedro V para novamente animar a Celebração Eucarística. Como sempre, fomos muito bem acolhidos e, no fim, sentimo-nos sempre felizes por contribuirmos com a nossa juventude e alegria para uma celebração mais vivida por todos. Ao Lar D.Pedro V o nosso muito obrigado pelo carinho, amizade e boa disposição com que nos recebem sempre. Que o Senhor os abençoe a todos com a sua graça e com o seu amor!




Obrigado Senhor, pelas graças que em nós derramas e por dares a oportunidade de sermos Mensageiros do Teu amor e do Teu Reino!

Reflexão sobre o III DOMINGO da QUARESMA


    A Palavra de Deus que hoje nos é proposta afirma, essencialmente, que o nosso Deus está sempre presente ao longo da nossa caminhada pela história e que só Ele nos oferece um horizonte de vida eterna, de realização plena, de felicidade perfeita.
 
    A primeira leitura, Ex 17, 3-7 mostra como Jahwéh acompanhou a caminhada dos hebreus pelo deserto do Sinai e como, nos momentos de crise, respondeu às necessidades do seu Povo. O quadro revela a pedagogia de Deus e dá-nos a chave para entender a lógica de Deus, manifestada em cada passo da história da salvação.
 
    A segunda leitura, Rom 5, 1-2.5-8 repete, noutros termos, o ensinamento da primeira: Deus acompanha o seu Povo em marcha pela história; e, apesar do pecado e da infidelidade, insiste em oferecer ao seu Povo – de forma gratuita e incondicional – a salvação.
 
    O Evangelho, Jo 4, 5-42 também não se afasta desta temática… Garante-nos que, através de Jesus, Deus oferece ao homem a felicidade (não a felicidade ilusória, parcial e falível, mas a vida eterna). Quem acolhe o dom de Deus e aceita Jesus como “o salvador do mundo” torna-se um Homem Novo, que vive do Espírito e que caminha ao encontro da vida plena e definitiva.

«Se hoje ouvirdes a voz do Senhor,
não fecheis os vossos corações.»

sábado, 22 de março de 2014

Testemunho aos Crismandos - 8 de Março de 2014

     
    Foi com enorme prazer que no passado dia 8 de Março dois elementos do nosso grupo se dirigiram até ao Palácio de Santa Catarina, afim de transmitirem um testemunho de Fé ao grupo de Crismandos da nossa comunidade.

    Apesar de inicialmente estarem incumbidos de transmitir uma mensagem individual, cada grupo ali presente completou-se mutuamente com uma mensagem de amor e união em volta de Jesus Cristo e do seu Espírito. A cumplicidade foi tão grande que foi possível passar alguns minutos de partilha entre os presentes. Para finalizar queremos agradecer o convite aos Catequistas e dizer que para nós foi um prazer poder contribuir para a caminhada desses jovens. Que o Senhor os abençoe e derrame sobre eles a sua graça.



Obrigado Senhor por mais este momento e partilha!

domingo, 16 de março de 2014

Cartaz para a XXIX Jornada Mundial da Juventude 2014

    É com grande agrado que uma vez mais o nosso grupo aceitou o desafio de participar no concurso do Cartaz promocional da Jornada Mundial da Juventude, proposto pela Pastoral Juvenil. O facto de estarmos no Ano Pastoral da “Comunicação Social e Nova Evangelização” vem comprovar esta importância de promovermos cada vez mais as nossas atividades com e em Cristo Jesus.

Podem ver o cartaz com que o nosso grupo participou e venceu o concurso.

    
    “Bem-aventurados os pobres em espírito, porque deles é o Reino dos Céus” (Mt 5,3). Ao estudarmos esta Bem-aventurança podemos ver que Jesus se refere aos “pobres em espírito” evocando a humildade, a consciência dos próprios limites e da própria condição existencial de pobreza. Ele próprio, o Filho de Deus que Se fez homem, escolheu um caminho de pobreza e de despojamento. É este mistério que contemplamos no presépio, vendo o Filho de Deus numa manjedoura e, mais tarde, na cruz, onde a humildade chega ao seu ápice. Ao mesmo tempo Jesus nos diz: “porque deles é o Reino dos Céus”. Jesus é o Reino de Deus em pessoa, é o Emanuel, Deus connosco. O Reino já nos foi dado em Jesus, mas deve ainda realizar-se em plenitude, é por isso que rezamos ao Pai: «Venha a nós o Vosso Reino».

 De seguida vimos explicar o nosso Cartaz:

     Após este estudo feito em grupo, para nós é visível que há uma ligação muito profunda entre a pobreza e a evangelização. O Senhor quer uma Igreja pobre, que evangeliza os pobres, pois estes são uma oportunidade concreta de encontrar o próprio Cristo, o Cordeiro de Deus. Segundo o Papa Francisco “a evangelização, no nosso tempo, só será possível por contágio de alegria” e cabe a nós, jovens, ”de modo particular, a tarefa de colocar a solidariedade no centro da cultura humana”. É por isso, portanto, que o nosso cartaz pretende demonstrar esta entrega ao serviço de Deus, um dar-se contínuo ao outro. 

    Escolhemos simbolizar este despreendimento e esta humildade através de um dos atos mais marcantes de Jesus: o lava-pés. Primeiramente, e antes da última ceia, foi Maria Madalena, mulher de vida imoral, quem, com as suas lágrimas, lavou os pés ao Mestre, e que, com isso, recebe o Reino dos Céus. Já na última ceia, foi Jesus quem lavou os pés aos seus discípulos. O Rei dos reis, Senhor dos senhores, humilhou-se e lavou os pés aos seus servos. “Ora, se Eu, o Senhor e o Mestre, vos lavei os pés, também vós deveis lavar os pés uns aos outros. Em verdade, em verdade vos digo, não é o servo mais do que o seu Senhor, nem o enviado mais do que aquele que o envia” (Jo 13, 14. 16). No nosso cartaz, o acto de dar-se ao outro, de jovem para jovem, numa praia, pretende, uma vez mais, realçar este despojamento, esta entrega por uma missão evangélica.

O pano branco e a água salgada pretendem simbolizar a pureza, sendo que a água salgada nos remete, uma vez mais, para O humilde pescador de homens, bem como para os Seus doze discípulos, que, após a Sua morte, foram também pescadores de homens, tendo todos eles alcançado o Reino dos Céus. Jesus, quando os enviou em missão, disse-lhes: “Não possuais ouro, nem prata, nem cobre em vossos cintos; nem alforge para o caminho, nem duas túnicas, nem sandálias, nem cajado; pois o trabalhador merece o seu sustento” (Mt 10, 9-10). É este despreendimento que Jesus hoje nos pede. Hoje, perante as antigas e novas formas de pobreza (o desemprego, a emigração, as muitas dependências de variados tipos), temos o dever de permanecer vigilantes e conscientes, vencendo a tentação da indiferença. De certo modo, estes “pobres” são uma espécie de mestres para nós: ensinam-nos que uma pessoa não vale por aquilo que possui e ensinam-nos sobre a humildade e a confiança em Deus. Sabemos que a alegria do Evangelho brota de um coração pobre, que sabe exultar e maravilhar-se com as obras de Deus, como o coração da Virgem Maria, que todas as gerações chamam “bem-aventurada” (cf. Lc 1, 48). É este coração que Jesus nos pede para que sejamos anunciadores da Boa Nova e é este coração que ansiamos ter.

"Bem-aventurados os pobres em espírito, porque deles é o Reino dos Céus" (Mt 5,3)